Um sonho realizado

Era uma vez uma menina que tinha um sonho. 

Sonhava em viajar de comboio por toda a bota de Itália. Comer massa até não conseguir apertar as calças. Conhecer as catedrais. Entrar nas igrejas. Beber prosecco nas refeições. Ouvir as pessoas a falar alto como se estivessem zangadas, mas afinal são só assim. Conhecer toda a cultura italiana. A menina queria conhecer tudo.

Em 2026, essa menina começou a viagem. Essa menina sou eu. Comecei por Bergamo. Fui para lá de avião. Depois, fiz a primeira viagem de comboio até Milão. E começa aqui a minha história de amor com Itália.



Quando este artigo for publicado, já estarei em Itália

A realizar o sonho da minha vida, de colocar um pezinho em território italiano. Decidi publicar só depois, para ninguém agoirar.

Bergamo - Foto Pixabay 

Ora então, hoje ainda é segunda-feira (16 de fevereiro) e eu estou cheia de medos, ansiedades e super empolgada com esta viagem.

Desde toda a minha vida quis conhecer a Itália. Vi o filme (em vários idiomas e li o livro também em várias versões) do Eat Pray Love, da querida Gilbert, desde há muitos anos e é uma marca da minha vida de alma viajante que nunca sabe onde é o seu lugar para pousar.

Posto isto, estou em Viana a viver e a trabalhar, mas não quis deixar esta alma sufocar,então, tomei a decisão de iniciar a minha jornada de viagens a partir de 2026.

Depois de anos e anos a sair de um emprego para outro e a viajar apenas em trabalho, tomei a liberdade de me deixar disso e focar-me nas férias.

Férias. Essa coisa que eu não sei o que é e apenas fui uma vez em toda a minha vida - a Marrocos. Já conheço também grande parte de Espanha devido às viagens Andorra-Portugal. Mas nunca parei a fundo, para conhecer e saborear a arte de ser turista.

As viagens de avião eram apenas para Barcelona (quando vivia em Andorra). Tive a oportunidade de passar duas semanas em Marrocos e, por ter perdido o voo, descobri o lado humano e não turístico de Marrocos e amei a experiência.

Para mim, férias são momentos de conhecer novas culturas, novas línguas e novas pessoas. Isso sim, são férias. Não é trabalho ou contactos profissionais.

Pois então, no dia que escrevo este texto, estou em pulgas. Faltam 4 dias.

Os sonhos realizam-se, mesmo quando achares que é impossível ou nunca conseguirás algo que queres muito… espera! Porque a vida proporciona tudo exatamente como tem de ser. Demore o que demorar. Sempre chega.

Com amor, 
Ana (desde Itália)

O cansaço emocional de comparar a nossa vida com a dos outros

Ninguém acorda de manhã a pensar: “Hoje vou sentir-me insuficiente.” Mas basta abrir as redes sociais e, sem darmos por isso, começamos a plantar filmes parvos na nossa cabeça. 


— Ela já tem a vida resolvida
— Ela é mais feliz
— Eu estou tão atrasada
— Eu devia estar noutro ponto

O problema não é ver a vida dos outros. O problema é esquecermo-nos de que estamos a ver recortes, e não o filme inteiro.

Ninguém publica as crises, as dúvidas às três da manhã, o medo de falhar ou os dias em que não sabem o que estão a fazer com a própria vida.

A comparação faz-nos esquecer uma coisa essencial: toda a gente está a improvisar em alguma área da vida. Sim, mesmo aquelas pessoas que parecem certas e perfeitas em tudo. 

Num mês que insiste em medir o amor pelos outros, talvez esteja na hora de voltares a ti.

De te tratares com a mesma gentileza que ofereces a quem admiras.

Fica a dica! 

Com amor, 
Ana 

A pressão social de “ter alguém”

A pressão para “ter alguém” não costuma ser agressiva. Ela é subtil, educada, quase bem-intencionada. E exatamente por isso, é tão pesada. Vem em forma de perguntas inocentes, comentários soltos e expectativas antigas que continuam a mandar, mesmo quando já não fazem sentido.

Foto Pixabay

Desde cedo somos ensinadas a ver o amor romântico como um objetivo. Como se a vida só começasse a sério quando há um “nós”. (o raio da Disney!)

Quando somos adultas e estamos solteiras, surgem perguntas:

 - Então, e o amor?

- Ainda estás sozinha?

- Não tens medo de ficar para trás?

- Devias ter um filho para não ficares sozinha - esta é a minha frase favorita!😏

Como se a nossa vida estivesse em pausa à espera de outra pessoa carregar no play. E nós não somos nada ou ninguém se não tivermos um atrelado. 

Estar solteira pode ser um espaço de crescimento profundo:

💅 Aprendes a ouvir-te

💅 Tomas decisões sem negociações constantes

💅 Podes criar uma relação honesta contigo

💅 Começas a construir os TEUS sonhos sem pedir permissão

Estar sozinha não é um estado de carência. É um estado de autonomia emocional. Até porque a relação mais longa da tua vida és tu. As pessoas entram e saem. Os relacionamentos terminam. Mas tu ficas.

E quando usas o tempo de solteira para te conheceres e aprofundares, fortaleces a base de qualquer relação futura (se um dia ela existir). E se não existir, também está tudo bem.

Não se trata de “não precisar de ninguém”. Trata-se apenas de não precisares de alguém para te sentires inteira, válida, humana, normal.

Com amor, 
Ana 

Fevereiro: o mês do amor (próprio) - Cinco gestos de amor próprio para este mês

Ainda não tinha escrito nada por aqui este mês. Estive recolhida em mim. Adoro fazer isso de vez em quando e iniciar fevereiro assim foi bom demais. Já vos conto: 

Foto Pinterest 

Fevereiro é conhecido como o mês do amor. Mas este ano, talvez seja altura de mudar o foco.

Vamos criar menos romantização do outro. E criar um excelente compromisso com nós mesmas. 
O amor próprio não é egoísmo, nem moda. É base. 
Fevereiro pode ser o mês perfeito para começares a fortalecê-la, sem pressão e sem promessas impossíveis. Eu fiz isso e sinto-me plena. 

Então, afinal, porque é que o amor próprio importa?

Amor próprio é:

💕 a forma como falas contigo

💕 as escolhas que fazes quando ninguém vê

💕 os limites que colocas a ti e aos outros

💕 o descanso que te permites

Isto não é sobre te achares incrível todos os dias. É sobre não te abandonares nos dias difíceis.

Estar solteira não é estar incompleta. Estar numa relação também não garante amor próprio.

Há pessoas acompanhadas que se sentem vazias. E há pessoas sozinhas que se sentem bem e em paz. (tal como eu, que sou vivo exemplo disso mesmo)

O amor mais consistente da tua vida é o que tens contigo. E é esse o que merece mais atenção.

Pequenos gestos de amor próprio para este mês

Não precisas de mudar tudo. Começa por isto:

1. Falar contigo com mais gentileza

Troca a autocrítica automática por curiosidade. Errar não te diminui, mas ensina-te.

2. Cuidar do corpo como casa, não como inimigo

Movimento suave, descanso e alimentação consciente são atos de amor, não de castigo.

3. Dizer “não” sem te explicares em excesso

Limites claros protegem a tua energia e aumentam a autoestima.

4. Criar momentos só teus

Nem tudo precisa de ser produtivo. Prazer simples também nutre.

5. Parar de te comparar

A tua vida não está atrasada. Está alinhada com o teu tempo. 

O amor próprio é prática diária. Não é um estado permanente

Haverá dias bons e dias caóticos. Óbvio. 
O amor próprio não elimina dificuldades, mas ajuda-te a atravessá-las sem te perderes.

Este fevereiro, escolhe-te. Não porque não precisas de ninguém, mas porque mereces estar inteira. Contigo mesma.

Quando te escolhes, tudo o resto passa a ser complemento, não salvação.

Se sentes que o teu corpo anda cansado de lutar, talvez esta seja a tua porta de entrada.
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Com amor,
Ana
Método Almofada Voadora®