Aqui estou: viva e a sentir-me finalmente plena. Escrevo para contar a minha história. Partilho com quem me lê, há mais de 10 anos, o quão difícil é sobreviver a depressões, desgostos de amor e ansiedade. E, em todas essas partilhas, sempre descubro que há muita gente na mesma situação que eu: imperfeita, com medos, com falhas e a tentar melhorar todos os dias um bocadinho. Sempre me senti muito sozinha. Sempre vivi com a ideia de que era a única pessoa (pelo menos, entre o meu grupo de amigas) que não conseguia estabilizar na vida, que não era capaz de viver um amor para sempre ou de ficar no mesmo emprego mais de um ano. Sentia muita vergonha de mim. Vergonha do que os outros pudessem pensar a meu respeito. E então fazia sempre tudo errado. Só para tentar agradar os outros. Um dia acordei. Depois de muita terapia, muitos cursos e muita aprendizagem pessoal, decidi aceitar a minha pessoa como uma alma voadora e nunca mais permiti que me dissessem o que fazer, como fazer e/...
Escrevo sobre recomeços, hábitos e a arte de reconstruir uma vida, um pequeno passo de cada vez.