Passo a passo para descobrir o livro:
Depois, volta aqui e lê um excerto do livro:
Comecei o ano numa pensão sem condições. Dei conta do fútil que sou (ou era) quando vi as 50 mil malas cheias de roupa, sapatos, bolsas e bijutarias que nem sequer usava. Dei conta que sempre queria mais e nunca dava valor ao que tinha. Dei conta que sempre me queixei de tudo quando afinal tinha imensa coisa. Passei 2 meses a comer cereais com leite frio e comida enlatada pois não tinha cozinha na pensão e não tinha dinheiro para nada. Assumo como o “grande erro do ano” quando me rendi a um rapaz com muito bom coração mas que infelizmente me conheceu na pior fase da minha vida. Gostava dele, sim. Mas não estava preparada para um relacionamento. Tinha acabado de sair de um casamento e meti-me com uma pessoa quase desconhecida. Apaixonei-me perdidamente pela conexão que tínhamos. Não por ele. E ficará para sempre no meu coração mas assumo o erro.
Mudei de casa 4 vezes. Uma na pensão, outra numa casa que tinha tudo para dar errado; vivi um tempo na casa da mãe do namorado (na altura), outra casa nova que podia ser perfeita se eu quisesse ficar aqui para sempre e agora estou de mudança para a quinta casa em 10 meses porque, como é óbvio, não quero nem vou ficar aqui para sempre.
Mudei de casa 4 vezes. Uma na pensão, outra numa casa que tinha tudo para dar errado; vivi um tempo na casa da mãe do namorado (na altura), outra casa nova que podia ser perfeita se eu quisesse ficar aqui para sempre e agora estou de mudança para a quinta casa em 10 meses porque, como é óbvio, não quero nem vou ficar aqui para sempre.
Com estas mudanças fui descartando roupa, sapatos, bijutarias, coisas completamente desnecessárias mas que eu, consumista como era, tinha de ter de tudo. Hoje, que estou de mudança, tenho 2 malas com roupa (uma de verão e outra de inverno); uma mala pequena com sapatos e uma caixa pequena com coisas de decoração que mais tarde levarei para Portugal. Tenho 2 ou 3 caixas com coisas de cozinha guardadas pois não uso nada e apenas 1 caixa média para usar aqui em Andorra com o básico de cozinha. Tenho apenas uma bolsinha com produtos de higiene, o básico. E não tenho mais nada. (e ainda acho que tenho muita coisa!!)
Há 5 meses que estou sozinha. Completamente sozinha. Refiro-me a sem namorado, sem marido, sem relacionamento. Sozinha. Confesso que é o tempo mais longo que estou assim. Sempre tive muitos namorados, uns atrás dos outros porque sempre abominei a solidão.
Há 5 meses que estou sozinha. Completamente sozinha. Refiro-me a sem namorado, sem marido, sem relacionamento. Sozinha. Confesso que é o tempo mais longo que estou assim. Sempre tive muitos namorados, uns atrás dos outros porque sempre abominei a solidão.
Hoje em dia, adoro estar sozinha. Tudo bem que posso ter uns amigos especiais, mas nunca nada sério. Nada importante. Sou mulher, tenho as minhas necessidades e, como toda a gente sabe, adoro sexo. (não tenho tabus nestes temas e isto também já se sabe) Mas mesmo assim, aprendi a lidar comigo. Aceitei-me tal como sou. Conheci-me. É pouco tempo, podem dizer. Mas para mim, 5 meses sozinha é uma eternidade.
Porque tenho ataques de pânico frequentes e já os controlo. E que, por sinal, quase desapareceram! Porque ninguém cozinha para mim e tive de aprender a gostar da cozinha senão passava fome. (E confesso que me dou muito bem nos meus pitéus a sós!) Tive de aprender a lidar comigo 24h. Como não tinha (nem tenho) dinheiro de sobra para sair, tive de aprender a fazer coisas sozinha em casa à noite. E então vi todos os filmes românticos que gosto e chorei sem ninguém ver, comi no sofá deixando as migalhas no chão e pensava “limpo depois”, dancei no tapete da sala com a musica (ao meu gosto) nas alturas, passava horas na janela a ver a lua, as estrelas, as luzes, as montanhas, tudo. A ouvir o rio. Aprendi a gostar do silêncio. Perdi o medo das portas abertas. Explico: sempre tinha de dormir de porta aberta para ver luz fora. Detesto o escuro. Entretanto com o meu querido (ainda) marido aprendi a dormir com porta fechada/encostada se tivesse uma luzinha de presença. (manias meus senhores, manias! O que ele aguentava, pobre!) Agora consigo dormir de porta aberta porque da minha janela durmo sempre com a luz de fora, de persiana aberta e muitas vezes com a luz da lua e até adormeço a olhar para ela! (será das coisas que mais vou sentir falta quando sair desta casa)
Consigo estar na casa de banho com a porta aberta (antes até trancava a porta…mesmo vivendo sozinha…mesmo quando vivia com o marido.. mais manias!) Fui aprendendo a aceitar-me exatamente como eu sou. Sem pensar em agradar a ninguém. E foi assim que nestes “simples” 5 meses ganhei a minha própria personalidade. Porque sempre me adaptava aos outros e fui me perdendo. E, por fim, encontrei-me!
Tudo isto faz parte do que aprendi este ano. Do muito que mudei como pessoa, como mulher. Do orgulhosa que estou por ser assim. Estou mais independente, mais segura das minhas decisões e aguento com as consequências caso cometa algum erro. Aprendi a acreditar em mim. O futuro é incerto, mas a verdade é que se queremos muito uma coisa podemos lutar por ela até ao fim, custe o que custar! E é nessa base que confio. Nessa luta constante de atingir os meus objetivos. E acredito que seja o que for, vai ser um espetáculo!"
Balanço 2013 - Almofada Voadora
Balanço 2013 - Almofada Voadora
Gostaste? Queres saber mais?
O livro está disponível para entrega nacional.
12.00€ + portes de envio
Envia email para blogalmofadavoadora@gmail.com e pede já o teu!
Com direito a dedicatória e uma prenda especial! ❤
Almofada Voadora® 2026 - Todos os direitos reservados | Para encomendas e mais informações enviar email para blogalmofadavoadora@gmail.com
