Estou numa fase estranha: nem perdida, nem completamente encontrada

Há fases da vida que não sabemos muito bem explicar.


Não estamos mal. Mas também não estamos exatamente bem.

Não estamos perdidas. Mas também não sentimos que já chegámos.

Estamos no meio. E o meio é estranho.



Porque não tem a intensidade do caos, mas também ainda não tem a paz da chegada.

É um espaço mais silencioso. Mais lento. Mais indefinido. E isso, às vezes, confunde. E enerva.

Queremos respostas. Queremos certezas. Queremos saber “o que vem a seguir”. Queremos tudo. Mas não há. Só há este momento. Esta versão. Ainda em construção. 


E, por muito tempo, sentir isso incomodava-me.

Sentia que devia já saber. Que devia já estar mais à frente. Mais resolvida. Mais “pronta”.
Mas a verdade é que não há um momento em que tudo fica pronto. Há fases. E esta é uma delas.

Uma fase em que já não sou quem fui, mas ainda estou a tornar-me quem vou ser.
E está tudo certo com isso.

Hoje começo a ver este caminho do “meio” de outra forma. Não como falta de direção. Mas como espaço para respirar.

Para ajustar. Para ouvir. Para crescer sem pressa. Sem ter de provar nada a ninguém.
Nem sequer a mim.

Porque talvez a vida não seja sobre chegar rapidamente a algum lado. Talvez seja sobre aprender a estar mesmo quando ainda não sabemos bem onde estamos.

E tu? Consegues aceitar as fases em que ainda não tens todas as respostas? 
🤍

Com amor, 
Ana

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