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A mostrar mensagens com a etiqueta Organização

Só conseguimos reconstruir aquilo que temos coragem de olhar de frente

A pergunta deixou de ser: "Porque é que isto me aconteceu?" E passou a ser: "O que posso fazer a partir daqui?" Foi essa mudança de pergunta que deu início a toda esta reconstrução. Hoje olho para trás e percebo que fiz exatamente a mesma coisa em muitas áreas da minha vida. Com o burnout. Com as contas. Com os medos. Com os planos que não correram como eu imaginava. Enquanto lutei contra a realidade, fiquei parada. Quando a aceitei, comecei finalmente a caminhar. Aceitar nunca foi desistir. Foi apenas o primeiro passo para reconstruir. 🌷 Método Almofada Voadora® Princípio #5 Não escolhemos tudo o que nos acontece. Mas escolhemos sempre o primeiro passo que damos a partir daí.

A vida que construí depois da reconstrução. Porque a paz também se organiza

Acreditei que a paz chegaria quando todos os meus problemas da obra desaparecessem. Só que os problemas da obra podem ter terminado, mas sempre surgem novos problemas, novas metas, novos objetivos.  A vida é um desafio. E a paz interior constrói-se. Todos os dias. Nos pequenos gestos. Nas pequenas escolhas. Na forma como organizamos o espaço onde vivemos. Na forma como começamos a manhã. Na forma como terminamos o dia. Depois de terminar a obra percebi que não queria apenas um quarto bonito. Queria uma vida bonita. E isso obrigou-me a criar hábitos diferentes. Hoje organizo o meu sótão porque gosto de entrar num espaço que me transmite calma. Não procuro a perfeição. Procuro sentir que tudo tem o seu lugar. Escrevo porque é a forma que encontrei de organizar os meus pensamentos. Muitas vezes começo um texto sem saber exatamente onde ele vai terminar. Talvez porque escrever seja também uma forma de me conhecer melhor. Continuo a estudar. Não apenas porque gosto de aprender. Mas porq...

Hábitos: Como criar uma vida diferente sem deixar de ser quem és

Achava que mudar de vida significava mudar de personalidade. Acreditava que, para ser mais organizada, teria de deixar de ser espontânea. Que, para poupar dinheiro, teria de deixar de gostar de coisas bonitas. Que, para descansar mais, teria de deixar de ser ambiciosa. Hoje sei que estava enganada. A mudança não aconteceu quando deixei de ser quem era.  Aconteceu quando comecei a fazer pequenas escolhas mais alinhadas com a pessoa que sempre quis ser. Continuo a gostar de trabalhar. Continuo a gostar de aprender. Continuo a cuidar da forma como me visto. Continuo a apreciar uma boa chávena de café e uma casa bonita. Nada disso mudou. O que mudou foi a intenção. Hoje compro menos. Mas compro melhor. Hoje descanso sem sentir culpa. Organizo o meu espaço porque ele cuida de mim tanto quanto eu cuido dele. Escrevo porque gosto. Não porque preciso de provar alguma coisa. Percebi que os hábitos não servem para nos transformar noutra pessoa. Servem para aproximar-nos daquilo que já somos....

Estou numa fase estranha: nem perdida, nem completamente encontrada

Há fases da vida que não sabemos muito bem explicar. Não estamos mal. Mas também não estamos exatamente bem. Não estamos perdidas. Mas também não sentimos que já chegámos. Estamos no meio. E o meio é estranho. Porque não tem a intensidade do caos, mas também ainda não tem a paz da chegada. É um espaço mais silencioso. Mais lento. Mais indefinido. E isso, às vezes, confunde. E enerva. Queremos respostas. Queremos certezas. Queremos saber “o que vem a seguir”. Queremos tudo.  Mas não há. Só há este momento. Esta versão. Ainda em construção.  E, por muito tempo, sentir isso incomodava-me. Sentia que devia já saber. Que devia já estar mais à frente. Mais resolvida. Mais “pronta”. Mas a verdade é que não há um momento em que tudo fica pronto. Há fases. E esta é uma delas. Uma fase em que já não sou quem fui, mas ainda estou a tornar-me quem vou ser. E está tudo certo com isso. Hoje começo a ver este cam...

Ter dinheiro não me trouxe paz. Mas ensinou-me isto

Por muito tempo, achei que o problema da minha vida era simples: falta de dinheiro. Vivia com medo. Medo de não conseguir pagar contas. Medo de imprevistos. Medo constante. E dizia para mim mesma:   “Quando tiver dinheiro vou finalmente ficar em paz.” Pois bem. Tive. E não fiquei nada do que imaginava. Ter dinheiro tirou-me um peso, sim. Mas não apagou o medo.  Porque o medo não estava na conta bancária. Estava em mim. Estive meses sem salário.  E o mundo não acabou. Mas sabes o que não desapareceu? Aquela voz no fundo a dizer:  “E se isto acaba?” E é aqui que tudo muda. Percebi que segurança não é ter dinheiro. É saber lidar com ele. E, mais importante ainda… saber lidar comigo mesma. Atualmente estou a passar por uma fase completamente diferente do que estava habituada. A conta já não está como estava. As obras vieram. A vida aconteceu. E, curiosamente, sinto-me mais tranquila agora do que antes. Não porque tenha mais dinh...

7 passos bonitos e fáceis para romantizares a tua vida

1. Começa o dia como se fosses uma personagem de um livro bonito. Levanta-te devagar. Veste o teu roupão como se fosses uma rainha da manhã. Abre a janela. Respira o mundo como se ele fosse novo. Diz em voz baixa: “Hoje é um capítulo especial.” 2. Bebe o teu café ou chá como um ritual sagrado Escolhe uma chávena bonita. Senta-te com ela, sem distracções. Fecha os olhos no primeiro gole. Agradece como se fosse um banquete.   3. Caminha como se a rua fosse um cenário de filme antigo Fones nos ouvidos, música suave ou épica. Sente o vento nos cabelos. Olha para o céu. Sorri como quem sabe um segredo. 4. Escreve todos os dias uma frase bonita sobre ti Num caderno só teu. Coisas como: “Hoje fui forte.” Ou: “O meu coração ainda sonha. Que coisa linda.” 5. Prepara o teu banho como se fosse um encontro contigo mesma Luz baixa. Música calma. Óleos, se já tiveres os da Almofada Voadora. Lava o corpo com carinho. Repete: “Este corpo tem sido meu lar. Obrigada.” 6. Troca a pressa pela presença...

Como ouvir o corpo quando a cabeça está num caos

Há dias em que a cabeça não se cala. Pensamentos em loop, preocupações sobrepostas, decisões adiadas que pesam mais do que deviam. Tudo acontece ao mesmo tempo e nada parece claro. Nesses momentos, tentar “pensar melhor” raramente ajuda. Quanto mais insistimos em resolver tudo mentalmente, mais o caos aumenta. É aí que o corpo entra. Não como solução mágica, mas como âncora. Foto da Autora O corpo fala antes da mente perceber. O corpo avisa primeiro. Sempre. A tensão nos ombros. O cansaço que não passa.  A respiração curta. A fome desregulada. (na imagem) A vontade súbita de parar.  Ignoramos estes sinais porque parecem inconvenientes.  Porque não cabem na agenda. Porque a cabeça diz que ainda não é altura de abrandar.  Mas o corpo não discute. Comunica. Quando a cabeça está em caos, o corpo pede simplicidade. Em dias mentalmente pesados, o corpo não quer grandes planos.  Quer o básico: - descanso real - comida que sustente - água -...

Ativar o feminino, confiar na vida e voltar ao simples

Há uma altura do ano em que o mundo não abranda, mas eu abrando. Não porque tudo esteja resolvido, mas porque o corpo começa a pedir descanso. Foto Pinterest  Este ano eu ouvi… nem sempre à primeira, mas ouvi. Falar de ativar o lado feminino , para mim, deixou de ser teoria. Não aprendi isso num livro, aprendi nos dias em que continuei a fazer quando só queria parar.  O feminino mostrou-me que não é fraqueza abrandar. É honestidade. É sentir antes de explicar. É descansar sem culpa (ou pelo menos tentar). Passámos muito tempo a acreditar que o valor está no fazer constante, no esforço visível, no controlo, mas o feminino lembra-me que ser também conta.  Que receber não é preguiça. Que a intuição tem um lugar que o planeamento nunca vai ocupar por completo. E depois há as coincidências... Ou aquilo a que chamamos coincidências quando ainda não sabemos bem o que pensar. Pessoas que aparecem no momento certo. Palavras ditas sem intenção que acertam em c...

O ritual de domingo que me deixa pronta para a semana

O domingo sempre foi estranho para mim. Ou serve para descanso total ou para gastar muita energia e fazer todas as coisas pendentes. Sempre foi um limbo entre a culpa por parar e a ansiedade pela semana que vinha aí.  Até que percebi uma coisa simples: a semana não começa na segunda. Começa mesmo na forma como fecho o domingo. Não é produtividade. É regulação da vida.  Concordas? Então, continua a ler.  Foto Pixabay  O meu ritual de domingo não é uma rotina rígida nem uma lista interminável de coisas para fazer. Mas é um momento de regulação e orientação pessoal. Aprendi que, se entro na semana com o sistema nervoso ativado, tudo pesa mais.  Decisões simples cansam. Pequenos imprevistos tornam-se gigantes.  Por isso, o foco do meu domingo é este:  a calmar o corpo, organizar a mente e dar direção ao coração. 1. Começo pelo corpo.   Sempre. O corpo é o primeiro a chegar à semana. O meu ritual começa com algo simples: * Um banho mais ...