Sei que sempre escrevi para perceber o que sentia.
Escrevi quando estava feliz.
Escrevi quando estava perdida.
Escrevi quando não sabia exatamente o que fazer a seguir.
E foi precisamente numa dessas fases que comecei a perceber uma coisa: eu precisava de mais do que páginas em branco.
Precisava de perguntas. De direção. De um lugar onde pudesse organizar aquilo que estava a acontecer dentro de mim.

Cansada de cadernos em branco e agendas que ficavam a meio, criei inicialmente para mim o Caderno da Reconstrução.
Este caderno não nasceu porque eu achei que tinha todas as respostas. Nasceu porque eu comecei a fazer melhor as perguntas.
Perguntas sobre aquilo que já não queria carregar.
Sobre aquilo que ainda queria construir.
Sobre os sonhos que tinha deixado para depois.
Sobre confiança.
Sobre medo.
Sobre dinheiro.
Sobre descanso.
Sobre quem eu era naquele momento.
E, sem perceber, estava a criar uma espécie de mapa para regressar a mim.
Um sem fim de listas de perguntas e respostas esmiuçando todo o meu autoconhecimento.
E é provavelmente um dos projetos mais pessoais que já criei para a Almofada Voadora.
Estou muito feliz por finalmente o poder tirar da gaveta e partilhar com vocês!
Senti-me tão bem a fazê-lo que decidi partilhá-lo. Por isso, durante este mês que eu amo – mês das festas da minha terra - vou finalmente mostrar-vos aquilo em que tenho estado a trabalhar.
E é provavelmente um dos projetos mais pessoais que já criei para a Almofada Voadora.
Estou muito feliz por finalmente o poder tirar da gaveta e partilhar com vocês!
Com amor,
Ana
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