Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Artigo Pessoal

Um sonho realizado

Era uma vez uma menina que tinha um sonho.  Sonhava em viajar de comboio por toda a bota de Itália. Comer massa até não conseguir apertar as calças.  Conhecer as catedrais. Entrar nas igrejas. Beber prosecco nas refeições. Ouvir as pessoas a falar alto como se estivessem zangadas, mas afinal são só assim. Conhecer toda a cultura italiana. A menina queria conhecer tudo. Em 2026, essa menina começou a viagem. Essa menina sou eu. Comecei por Bergamo. Fui para lá de avião. Depois, fiz a primeira viagem de comboio até Milão. E começa aqui a minha história de amor com Itália.

A pressão social de “ter alguém”

A pressão para “ter alguém” não costuma ser agressiva. Ela é subtil, educada, quase bem-intencionada.  E exatamente por isso, é tão pesada. Vem em forma de perguntas inocentes, comentários soltos e expectativas antigas que continuam a mandar, mesmo quando já não fazem sentido. Foto Pixabay Desde cedo somos ensinadas a ver o amor romântico como um objetivo. Como se a vida só começasse a sério quando há um “nós”. (o raio da Disney!) Quando somos adultas e estamos solteiras, surgem perguntas:  - Então, e o amor? - Ainda estás sozinha? - Não tens medo de ficar para trás? - Devias ter um filho para não ficares sozinha - esta é a minha frase favorita!😏 Como se a nossa vida estivesse em pausa à espera de outra pessoa carregar no play. E nós não somos nada ou ninguém se não tivermos um atrelado.  Estar solteira pode ser um espaço de crescimento profundo: 💅 Aprendes a ouvir-te 💅  Tomas decisões sem negociações constantes 💅 Podes c riar uma relação...

Fevereiro: o mês do amor (próprio) - Cinco gestos de amor próprio para este mês

Ainda não tinha escrito nada por aqui este mês. Estive recolhida em mim. Adoro fazer isso de vez em quando e iniciar fevereiro assim foi bom demais. Já vos conto:  Foto Pinterest   Fevereiro é conhecido como o mês do amor. Mas este ano, talvez seja altura de mudar o foco. Vamos criar menos romantização do outro. E criar um excelente compromisso com nós mesmas.  O amor próprio não é egoísmo, nem moda. É base.  F evereiro pode ser o mês perfeito para começares a fortalecê-la, sem pressão e sem promessas impossíveis. Eu fiz isso e sinto-me plena.  Então, afinal, porque é que o amor próprio importa? Amor próprio é: 💕 a forma como falas contigo 💕  as escolhas que fazes quando ninguém vê 💕  os limites que colocas a ti e aos outros 💕  o descanso que te permites Isto não é sobre te achares incrível todos os dias. É sobre não te abandonares nos dias difíceis. Estar solteira não é estar incompleta. Estar numa relação também não ...

Ode à Resistência - por Ana Viana

Ode à Resistência Um poema de Ana Viana - em exclusivo para a Almofada Voadora " A força interior não grita. Não precisa de aplausos, nem de likes. Ela vive no fundo do peito, onde ninguém vê.  Força interior é quando levantas da cama mesmo sem vontade. É quando sorris, mesmo com cólicas e dúvidas por dentro. É quando cuidas dos teus e ainda tens espaço para sonhar com tudo o resto. É cair no fim do dia exausta e, mesmo assim, não desistir. Força interior é continuar a estudar mesmo sem motivação, é enfrentar a vida sem perder a fé. É escrever um manifesto de vida mesmo no meio do caos. Tu tens essa força. Sempre tiveste. Ela não se mede nos dias fáceis, mas nas noites em que choraste baixinho e, ainda assim, fizeste o jantar. Lembra-te disto: a tua força não é barulhenta, é ancestral. Está no teu sangue. Nas mãos que fazem. Na alma que insiste.  Tu és feita de matéria que não se rende. E se hoje te sentes fraca, então honra essa fraqueza.  Ela é a prova de...

Ativar o feminino, confiar na vida e voltar ao simples

Há uma altura do ano em que o mundo não abranda, mas eu abrando. Não porque tudo esteja resolvido, mas porque o corpo começa a pedir descanso. Foto Pinterest  Este ano eu ouvi… nem sempre à primeira, mas ouvi. Falar de ativar o lado feminino , para mim, deixou de ser teoria. Não aprendi isso num livro, aprendi nos dias em que continuei a fazer quando só queria parar.  O feminino mostrou-me que não é fraqueza abrandar. É honestidade. É sentir antes de explicar. É descansar sem culpa (ou pelo menos tentar). Passámos muito tempo a acreditar que o valor está no fazer constante, no esforço visível, no controlo, mas o feminino lembra-me que ser também conta.  Que receber não é preguiça. Que a intuição tem um lugar que o planeamento nunca vai ocupar por completo. E depois há as coincidências... Ou aquilo a que chamamos coincidências quando ainda não sabemos bem o que pensar. Pessoas que aparecem no momento certo. Palavras ditas sem intenção que acertam em c...

Sempre fui intensa. Mas só agora descobri que isso é força

Até há bem pouco tempo, a palavra intensa soava-me a defeito. Era dita com aquele tom meio aviso, meio crítica: és muito intensa.  Como se sentir tudo fosse demais. Como se pensar muito fosse um erro. Como se viver com entrega precisasse de travão.  Passei anos a tentar diminuir-me para caber. Basta! Entretanto já percebi que a intensidade não é o meu problema.  Eu explico melhor... Ser intensa significa ao longo dos anos que: 💣 Sinto tudo em volume alto,  💣 Entusiasmo-me rápido e magoo-me profundamente, 💣 Canso-me depressa,  💣 Quero tudo ao mesmo tempo.  O mundo prefere pessoas reguladas, lineares, previsíveis. Mas nem todas somos assim. E tentar viver fora da nossa natureza tem custo emocional.  Intensidade não é descontrolo. Cheguei a confundir intensidade com falta de equilíbrio.  Hoje sei que são coisas diferentes. A intensidade é energia. O descontrolo é falta de contenção.  Quando não sabemos segu...

Como voltares a sentir-te tu mesma depois de uma fase pesada

Há um momento, em cada caminho, em que percebemos que não é o mundo que precisa de mudar; somos nós que precisamos de regressar a casa. Não a uma casa de paredes, mas a um espaço interior, silencioso, onde tudo aquilo que procuramos já existe: paz, sentido, pertença.  Durante muito tempo, vivi voltada para fora. Sempre a correr atrás de respostas, de reconhecimento, de certezas. Mas quanto mais procuramos no exterior, mais longe ficamos de nós mesmos. Até que um dia, o cansaço do ruído e da busca me levou a parar. Foi nesse instante, quando finalmente descansei dentro do meu próprio ser, que o regresso a mim começou. Foto da Autora  Hotel Monte Prado Regressar ao centro de nós é um ato de amor É ouvir o corpo, é acolher o coração, é permitir que a alma respire sem máscaras.  Não se trata de fugir do mundo, mas de aprender a habitá-lo com presença.  É saber deixar que o silêncio cure, que a respiração guie, que o instante baste. Quando tocamos o centro...

A minha vida está em obras, por dentro e por fora

2025: tenho vivido entre pó, caixas e esperas. Esperas longas, esperas cansadas, esperas que me testaram em tudo: na paciência, na calma, na maturidade, na fé.  A casa que ainda não está pronta espelha a mulher que estou a tornar-me: ainda em construção, ainda a alinhar paredes internas, ainda a reparar aquilo que ignorei durante demasiado tempo. Mas, pela primeira vez, não sinto pressa. Sinto verdade. Foto Pixabay No meio desta loucura toda, cresci.  Cresci de formas que nem percebi na altura. Tornei-me mais adulta sem ninguém me avisar.  Aprendi a ser responsável sem me perder.  Aprendi a cuidar dos meus sem me esquecer de mim.  Aprendi a estar presente, mesmo quando a minha vida parecia ficar em pausa. E descobri uma coisa que nunca pensei admitir: eu estava mesmo a mudar.  Não só as paredes, mas eu.  Os meus limites. A minha forma de amar.  A minha forma de pedir atenção. Ou de a esconder.  A minha forma de respirar antes de rea...

Um Balanço #3 - Só eu sei o que foi este ano; mas tudo isso me trouxe até aqui

Muitas vezes pensamos que é preciso fazer tudo, viver tudo, ser tudo. Estar bonita, não ter rugas, não usar roupa amarrotada, escrever todos os dias para não falhar, evitar chorar porque parece mal ou dizer baixinho "estou tão cansada..." para que ninguém te oiça.  Porque não podes reclamar, não te podes queixar, não podes chorar, não podes mostrar fraqueza. Tens de estar bonita, "olha as rugas!", tens de estar bem vestida, tens de, tens de, tens de, tens de...   Não tens nada!! N o fim, um dia feliz é só um dia no sofá, de pijama, com o cão no colo. Foto da Autora Tenho valorizado muito cada momento de silêncio, de riso, de paz interior, de calma na alma.  A medicação que tomo há cerca de um ano provoca-me diarreias e mal estar logo pela manhã.  É quase como se acordasse sempre mal disposta, mas depois tomo consciência que é só da medicação e sigo o meu dia pseudo-feliz.  Mas só eu sei o que é acordar para ir trabalhar e ter de fazer contas ao tempo porque...

Um Balanço #2 - Criei um plano para 2025 que posso dizer agora que foi cumprido

Voltar este ano para casa foi mais um passo no meu crescimento. Em 2013 - quando voltei de Andorra - voltei para casa, mas depressa saí. Não cheguei sequer a parar para descansar, pensar e tomar decisões com calma. Desta vez, foi diferente.  Foto Pixabay Em 2025 fiquei. Recuperei a saúde, descansei e matei as saudades todas e comecei a resolver os projetos pessoais pendentes.  Com dinheiro junto - coisa que em Andorra não aconteceu - pude aproveitar o tempo desempregada sem medo ou esforço financeiro. Podia ficar uns meses sem trabalhar se quisesse, mas optei por não o fazer. Ainda assim, pude descansar a cabeça, recuperar a 100% e fazer um plano. O quê? A Ana a fazer planos? Mas isso não é nada dela!... Pois é. Desta vez, sem agenda personalizada e canetas coloridas, mas com o Google Keep a ajudar, criei um plano para 2025 que posso dizer agora que foi cumprido! 👉 Tomei a decisão de ficar em casa e não sair por mais propostas de trabalho que tivesse - e tive. 👉 Dei iní...

Um Balanço - Dois mil e vinte cinco: parece que passaram 5 anos dentro de um só

Hoje escrevo-vos um texto mais pessoal. Apetece-me contar-vos coisas, e vou fazê-lo. A Almofada Voadora sempre foi o meu escape da realidade. Sempre serviu para escrever tudo o que vai cá dentro, como forma de libertação. E cada vez mais faço isso no papel e menos por aqui.  Na verdade, decidi nos últimos tempos não partilhar coisas muito íntimas e pessoais porque já estou crescida e já aprendi que não há nada mais seguro e saudável do que guardar o melhor para nós mesmos.  Estou a fazer isso com sucesso e a realidade é que tenho estado bem mais feliz e bem sucedida desde que deixei de escarrapachar aqui a minha vida toda. Acredito nas energias como já sabem. Acredito que quem me possa ler com maldade, me possa enviar via WIFI energias negativas e mexer no meu mundo. Por isso mesmo, deixei de partilhar muito sobre a minha vida nesta casota. Ainda assim, hoje decidi contar-vos um bocadinho do que se passou nos últimos tempos e abrir uma pequena página do livro da minha vida. At...

Talvez este seja o verdadeiro significado de “viver de novo”

Há fases na vida em que tudo parece recomeçar, mesmo sem termos planeado. Não é o destino a repetir-se, é a vida a dar-nos uma segunda oportunidade. Mais calma, mais madura, mais consciente.  Atualmente, sinto-me a viver de novo. Quase como se tivesse ressuscitado de forma consciente. (alguém me entende?) Foto Pixabay Não é que algo mágico tenha acontecido de repente, mas aprendi a olhar o meu próprio caminho com olhos de gratidão.  Descobri que a felicidade, por vezes, está exatamente onde já estivemos. Há uma serenidade nova no simples facto de acordar e sentir que pertenço.  Percebo agora que não estava perdida; estava apenas afastada do meu próprio centro. E quando reencontrei esse centro, percebi que a vida não tinha andado para trás, mas sim em círculo, para me devolver ao ponto de partida com mais sabedoria.  Será que alguém já sentiu isto? Como se vivesse de novo mas na mesma vida...  Recomeçar não é retroceder. É honrar a história, reconh...

Às vezes uma boa amiga é o suporte essencial para o nosso bem-estar

Não precisas de um grande grupo. Ou de um namorado.  Basta uma boa amiga ou amigo com quem possas ser inteira.  ❤ Foto Pixabay Quando mulheres se sentam em círculo, algo desperta que há muito dormia. A dor encontra eco. A alegria encontra espelho. A cura começa. Durante séculos, as mulheres foram separadas. Concorrentes em vez de irmãs. Silenciadas em vez de escutadas. Mas o círculo vem lembrar: não estamos sozinhas. Nunca estivemos. Círculo é escuta. É partilha sem julgamento. É uma mulher dizer “eu também” e outra mulher sentir que já não carrega tudo sozinha. Ana.

Dhammapada - sou uma peregrina que regressa a casa

No silêncio das noites em que o mundo adormece, escuto. Há uma voz antiga, suave como o sussurrar das folhas, que me chama para dentro. Não grita, não exige. Apenas convida: “Desperta.” Essa voz tem um nome antigo: chama-se Dhammapada.  Não é um livro comum. É uma colheita de versos simples e sagrados, palavras que brotaram da boca do Buda, aquele que viu o mundo tal como ele é e, sem fugir, escolheu ficar em paz. ❤ Neste texto sagrado, vejo-me.  Não como discípula cega,  mas como peregrina que regressa a casa. Foto da capa do livro Como mulher, como filha, irmã, guardiã e cuidadora ao longo do tempo, encontrei no budismo a minha casa .  Não importa por onde andas, mas sim quem és independentemente do sítio onde estás. Não importa a religião, mas sim o que vai dentro do teu coração. Não importa a raça, mas sim o que vai na tua mente quando mais ninguém vê.  Buda falou da mente como quem fala de um rio.  E nós, mulheres, somos feitas de rios.  Somo...