Um Balanço - Dois mil e vinte cinco: parece que passaram 5 anos dentro de um só

Hoje escrevo-vos um texto mais pessoal. Apetece-me contar-vos coisas, e vou fazê-lo.

A Almofada Voadora sempre foi o meu escape da realidade. Sempre serviu para escrever tudo o que vai cá dentro, como forma de libertação. E cada vez mais faço isso no papel e menos por aqui. 



Na verdade, decidi nos últimos tempos não partilhar coisas muito íntimas e pessoais porque já estou crescida e já aprendi que não há nada mais seguro e saudável do que guardar o melhor para nós mesmos. 

Estou a fazer isso com sucesso e a realidade é que tenho estado bem mais feliz e bem sucedida desde que deixei de escarrapachar aqui a minha vida toda.

Acredito nas energias como já sabem. Acredito que quem me possa ler com maldade, me possa enviar via WIFI energias negativas e mexer no meu mundo. Por isso mesmo, deixei de partilhar muito sobre a minha vida nesta casota.

Ainda assim, hoje decidi contar-vos um bocadinho do que se passou nos últimos tempos e abrir uma pequena página do livro da minha vida. Até porque estou em preparação para o meu aniversário e, consequentemente, em época de balanço pessoal.

Dois mil e vinte cinco. Parece que passaram 5 anos dentro de um só.

No final de 2024 voltei para Viana. 

Estive um ano em Cascais a trabalhar num hotel e em simultâneo numa loja de shopping. 14 horas por dia. Sem folgas. Apesar de muito cansativo, fui muito feliz. 

No entanto, viver sozinha, num quarto só com uma pequena janela e WC partilhado, longe dos meus e a trabalhar muitas horas sem descanso, tornou-se insuportável para a minha saúde. 

Estava com dois empregos, a ganhar muito bem e a juntar muito dinheiro. Deu para juntar a quantia que queria para os meus planos e quando vi que já estava bom, decidi voltar para norte. 

Já em Viana, optei por descansar um tempo merecido. Mexida que sou, fiquei apenas 3 semanas em descanso e depois decidi voltar a trabalhar. Nunca me dei bem a fazer pouco, então depressa comecei a procurar um emprego e igualmente depressa encontrei.

Ao escrever isto, parece que estou de novo a contar a minha história em Andorra. (aquela que está no meu livro) Porque é certo que a vida repete ciclos para podermos aprender. E enquanto eu aprendi muito em Andorra, ainda muito tinha ficado por fazer, dizer ou ser. E só agora vejo isso.


(continua...)

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