A pressão para “ter alguém” não costuma ser agressiva. Ela é subtil, educada, quase bem-intencionada. E exatamente por isso, é tão pesada. Vem em forma de perguntas inocentes, comentários soltos e expectativas antigas que continuam a mandar, mesmo quando já não fazem sentido.
Desde cedo somos ensinadas a ver o amor romântico como um objetivo. Como se a vida só começasse a sério quando há um “nós”. (o raio da Disney!)
Quando somos adultas e estamos solteiras, surgem perguntas:
- Então, e o amor?
- Ainda estás sozinha?
- Não tens medo de ficar para trás?
- Devias ter um filho para não ficares sozinha - esta é a minha frase favorita!😏
Como se a nossa vida estivesse em pausa à espera de outra pessoa carregar no play. E nós não somos nada ou ninguém se não tivermos um atrelado.Estar solteira pode ser um espaço de crescimento profundo:
💅 Aprendes a ouvir-te💅 Tomas decisões sem negociações constantes
💅 Podes criar uma relação honesta contigo
💅 Começas a construir os TEUS sonhos sem pedir permissão
Estar sozinha não é um estado de carência. É um estado de autonomia emocional. Até porque a relação mais longa da tua vida és tu. As pessoas entram e saem. Os relacionamentos terminam. Mas tu ficas.
E quando usas o tempo de solteira para te conheceres e aprofundares, fortaleces a base de qualquer relação futura (se um dia ela existir). E se não existir, também está tudo bem.Não se trata de “não precisar de ninguém”. Trata-se apenas de não precisares de alguém para te sentires inteira, válida, humana, normal.
Com amor,
Ana

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