Foi maravilhoso partilhar esta viagem com ele. Andamos imenso, comemos muito (tapas tapas e mais tapas) e andamos ainda mais. Não sei como foi possível engordar mesmo com tanto quilómetro em cima dos meus pés. Mas sim, engordei 😳
Fomos ao Estádio do Real Madrid, ao Museu do Prado e ao Reina Sofia.
O Museu do Prado é gigante. E é só quadros e mais quadros de gente muito feia.
Mas verdade seja dita, em vez das fotografias que hoje temos de forma quase instantânea, antigamente os retratos eram belíssimos. Enormes e detalhados. Coloridos e com uma perfeição tal, que se algo corresse mal, ia logo uma cabeça pelo ar.
No Reina Sofia vi o meu amor de toda a vida. Salvador Dalí e a Menina à janela. O meu quadro favorito. O quadro que me inspira a escrever histórias de amores impossíveis com final feliz. E vi outros tantos dele que me encheram os olhos de lágrimas e o coração a transbordar de orgulho por estar ao lado do meu pai a viver isto tudo.
No meio disto tudo... importa dizer que a mamã ficou em casa porque quis. Eu pensava que ela precisava de um tempo para ela. Sem responsabilidades e horas para fazer comer, arrumar e ter tudo como ela gosta. Afinal não gosta.
Percebeu que o que a faz feliz é mesmo cuidar de nós e estar ocupada e stressada com tempos, horas e roupa para lavar.
Tenho a melhor família do mundo. Perfeitamente imperfeita. E perfeitamente maravilhosa.
Que orgulho!
Quem não gosta, que ponha na beira do pratinho.
Com amor,
Ana





