Agora sei que partilhar não é expor tudo | Sobre crescer

Aprendi - e ainda estou a aprender - que posso ser honesta e escrever sobre tudo e mais alguma coisa sem me despir completamente. Posso escrever com alma sem entregar tudo.

Este espaço sempre foi verdadeiro. E continua a ser. Mas verdade não significa exposição total.

Há coisas que agora guardo. Não por medo. Mas por cuidado.


Porque são minhas. E porque há uma diferença muito grande entre partilhar e entregar-me por completo ao olhar dos outros. 

A ausência também faz parte. E estar mais ausente também foi uma forma de presença. Presença na minha vida. No meu corpo. Nas minhas escolhas.

Nem sempre preciso de estar aqui para estar ligada a este espaço.

Às vezes preciso de sair dele. Para poder voltar com mais verdade. E acho que isso também faz parte de crescer.

A Almofada Voadora continua a ser um lugar seguro. Mas agora é também um lugar com limites.

E esses limites não afastam. Protegem.

Vou continuar a escrever. A partilhar. A criar. Mas a partir de um lugar mais calmo. Mais consciente. Mais meu.

Por isso, se estás por aqui, obrigada. Mesmo quando não escrevo, este espaço continua vivo, porque tu estás desse lado. E eu também estou aqui.

Só que agora, com mais silêncio. E com mais intenção.

Com amor, 
Ana

Nem tudo o que é meu é para ser mostrado

Tenho estado mais ausente. E não foi por falta de coisas para dizer. Foi, talvez pela primeira vez, por aprender a não dizer tudo.

Houve um tempo em que eu sentia que precisava de partilhar para existir. Como se o que não fosse dito não fosse real. Como se o silêncio fosse vazio. Hoje já não sinto isso. Bem pelo contrário. 

Hoje percebo que há partes da vida que crescem melhor no silêncio. Que há momentos que não precisam de testemunhas. E que nem tudo o que é bonito precisa de ser mostrado.

Tenho vivido coisas minhas. Coisas simples, mas importantes. Tenho tido dias em que estou mais presente na vida real e fora das redes. Momentos em que escolho ficar comigo, em vez de correr para fora.

E isso mudou completamente a forma como escrevo.

Um sonho realizado

Era uma vez uma menina que tinha um sonho. 

Sonhava em viajar de comboio por toda a bota de Itália. Comer massa até não conseguir apertar as calças. Conhecer as catedrais. Entrar nas igrejas. Beber prosecco nas refeições. Ouvir as pessoas a falar alto como se estivessem zangadas, mas afinal são só assim. Conhecer toda a cultura italiana. A menina queria conhecer tudo.

Em 2026, essa menina começou a viagem. Essa menina sou eu. Comecei por Bergamo. Fui para lá de avião. Depois, fiz a primeira viagem de comboio até Milão. E começa aqui a minha história de amor com Itália.



Quando este artigo for publicado, já estarei em Itália

A realizar o sonho da minha vida, de colocar um pezinho em território italiano. Decidi publicar só depois, para ninguém agoirar.

Bergamo - Foto Pixabay 

Ora então, hoje ainda é segunda-feira (16 de fevereiro) e eu estou cheia de medos, ansiedades e super empolgada com esta viagem.

Desde toda a minha vida quis conhecer a Itália. Vi o filme (em vários idiomas e li o livro também em várias versões) do Eat Pray Love, da querida Gilbert, desde há muitos anos e é uma marca da minha vida de alma viajante que nunca sabe onde é o seu lugar para pousar.

Posto isto, estou em Viana a viver e a trabalhar, mas não quis deixar esta alma sufocar,então, tomei a decisão de iniciar a minha jornada de viagens a partir de 2026.

Depois de anos e anos a sair de um emprego para outro e a viajar apenas em trabalho, tomei a liberdade de me deixar disso e focar-me nas férias.

Férias. Essa coisa que eu não sei o que é e apenas fui uma vez em toda a minha vida - a Marrocos. Já conheço também grande parte de Espanha devido às viagens Andorra-Portugal. Mas nunca parei a fundo, para conhecer e saborear a arte de ser turista.

As viagens de avião eram apenas para Barcelona (quando vivia em Andorra). Tive a oportunidade de passar duas semanas em Marrocos e, por ter perdido o voo, descobri o lado humano e não turístico de Marrocos e amei a experiência.

Para mim, férias são momentos de conhecer novas culturas, novas línguas e novas pessoas. Isso sim, são férias. Não é trabalho ou contactos profissionais.

Pois então, no dia que escrevo este texto, estou em pulgas. Faltam 4 dias.

Os sonhos realizam-se, mesmo quando achares que é impossível ou nunca conseguirás algo que queres muito… espera! Porque a vida proporciona tudo exatamente como tem de ser. Demore o que demorar. Sempre chega.

Com amor, 
Ana (desde Itália)

O cansaço emocional de comparar a nossa vida com a dos outros

Ninguém acorda de manhã a pensar: “Hoje vou sentir-me insuficiente.” Mas basta abrir as redes sociais e, sem darmos por isso, começamos a plantar filmes parvos na nossa cabeça. 


— Ela já tem a vida resolvida
— Ela é mais feliz
— Eu estou tão atrasada
— Eu devia estar noutro ponto

O problema não é ver a vida dos outros. O problema é esquecermo-nos de que estamos a ver recortes, e não o filme inteiro.

Ninguém publica as crises, as dúvidas às três da manhã, o medo de falhar ou os dias em que não sabem o que estão a fazer com a própria vida.

A comparação faz-nos esquecer uma coisa essencial: toda a gente está a improvisar em alguma área da vida. Sim, mesmo aquelas pessoas que parecem certas e perfeitas em tudo. 

Num mês que insiste em medir o amor pelos outros, talvez esteja na hora de voltares a ti.

De te tratares com a mesma gentileza que ofereces a quem admiras.

Fica a dica! 

Com amor, 
Ana 

A pressão social de “ter alguém”

A pressão para “ter alguém” não costuma ser agressiva. Ela é subtil, educada, quase bem-intencionada. E exatamente por isso, é tão pesada. Vem em forma de perguntas inocentes, comentários soltos e expectativas antigas que continuam a mandar, mesmo quando já não fazem sentido.

Foto Pixabay

Desde cedo somos ensinadas a ver o amor romântico como um objetivo. Como se a vida só começasse a sério quando há um “nós”. (o raio da Disney!)

Quando somos adultas e estamos solteiras, surgem perguntas:

 - Então, e o amor?

- Ainda estás sozinha?

- Não tens medo de ficar para trás?

- Devias ter um filho para não ficares sozinha - esta é a minha frase favorita!😏

Como se a nossa vida estivesse em pausa à espera de outra pessoa carregar no play. E nós não somos nada ou ninguém se não tivermos um atrelado. 

Estar solteira pode ser um espaço de crescimento profundo:

💅 Aprendes a ouvir-te

💅 Tomas decisões sem negociações constantes

💅 Podes criar uma relação honesta contigo

💅 Começas a construir os TEUS sonhos sem pedir permissão

Estar sozinha não é um estado de carência. É um estado de autonomia emocional. Até porque a relação mais longa da tua vida és tu. As pessoas entram e saem. Os relacionamentos terminam. Mas tu ficas.

E quando usas o tempo de solteira para te conheceres e aprofundares, fortaleces a base de qualquer relação futura (se um dia ela existir). E se não existir, também está tudo bem.

Não se trata de “não precisar de ninguém”. Trata-se apenas de não precisares de alguém para te sentires inteira, válida, humana, normal.

Com amor, 
Ana 

Fevereiro: o mês do amor (próprio) - Cinco gestos de amor próprio para este mês

Ainda não tinha escrito nada por aqui este mês. Estive recolhida em mim. Adoro fazer isso de vez em quando e iniciar fevereiro assim foi bom demais. Já vos conto: 

Foto Pinterest 

Fevereiro é conhecido como o mês do amor. Mas este ano, talvez seja altura de mudar o foco.

Vamos criar menos romantização do outro. E criar um excelente compromisso com nós mesmas. 
O amor próprio não é egoísmo, nem moda. É base. 
Fevereiro pode ser o mês perfeito para começares a fortalecê-la, sem pressão e sem promessas impossíveis. Eu fiz isso e sinto-me plena. 

Então, afinal, porque é que o amor próprio importa?

Amor próprio é:

💕 a forma como falas contigo

💕 as escolhas que fazes quando ninguém vê

💕 os limites que colocas a ti e aos outros

💕 o descanso que te permites

Isto não é sobre te achares incrível todos os dias. É sobre não te abandonares nos dias difíceis.

Estar solteira não é estar incompleta. Estar numa relação também não garante amor próprio.

Há pessoas acompanhadas que se sentem vazias. E há pessoas sozinhas que se sentem bem e em paz. (tal como eu, que sou vivo exemplo disso mesmo)

O amor mais consistente da tua vida é o que tens contigo. E é esse o que merece mais atenção.

Pequenos gestos de amor próprio para este mês

Não precisas de mudar tudo. Começa por isto:

1. Falar contigo com mais gentileza

Troca a autocrítica automática por curiosidade. Errar não te diminui, mas ensina-te.

2. Cuidar do corpo como casa, não como inimigo

Movimento suave, descanso e alimentação consciente são atos de amor, não de castigo.

3. Dizer “não” sem te explicares em excesso

Limites claros protegem a tua energia e aumentam a autoestima.

4. Criar momentos só teus

Nem tudo precisa de ser produtivo. Prazer simples também nutre.

5. Parar de te comparar

A tua vida não está atrasada. Está alinhada com o teu tempo. 

O amor próprio é prática diária. Não é um estado permanente

Haverá dias bons e dias caóticos. Óbvio. 
O amor próprio não elimina dificuldades, mas ajuda-te a atravessá-las sem te perderes.

Este fevereiro, escolhe-te. Não porque não precisas de ninguém, mas porque mereces estar inteira. Contigo mesma.

Quando te escolhes, tudo o resto passa a ser complemento, não salvação.

Se sentes que o teu corpo anda cansado de lutar, talvez esta seja a tua porta de entrada.
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Com amor,
Ana
Método Almofada Voadora®