Nos últimos meses vivi num quarto improvisado, na sala da nossa casa. Tinha uma cama. Uma cómoda. E tudo aquilo de que precisava para sobreviver. Mas nunca deixei de sentir que estava apenas de passagem.
Sabia que era uma vida provisória.
Curiosamente, não era a falta de espaço que mais me incomodava. Era a falta de pertença.
Não tinha um canto verdadeiramente meu.
Não tinha um lugar onde pudesse fechar a porta, escrever, estudar ou simplesmente estar em silêncio.
Foi apenas quando subi finalmente para o meu sótão que percebi que a paz não veio porque o quarto era bonito. Nem porque os móveis eram novos. Nem porque a decoração estava terminada. A paz apareceu porque, pela primeira vez em muito tempo, senti que tinha encontrado novamente o meu lugar.
E isso fez-me pensar.
Quantas vezes tentamos mudar a nossa vida sem olhar para o espaço onde vivemos?
Não estou a falar de casas grandes. Nem de móveis caros. Estou a falar de um espaço que nos acolhe. Que nos representa. Que nos permite descansar.
Às vezes passamos anos a cuidar de tudo e de todos. Mas esquecemo-nos de cuidar do lugar onde recomeçamos todos os dias.
Talvez seja por isso que hoje olho para o meu quarto de forma diferente.
Não é apenas um quarto. É um lembrete.
Todos os dias me recorda que reconstruir uma vida começa, muitas vezes, por criar um lugar onde nos sentimos verdadeiramente em casa.
🌷 Método Almofada Voadora®
Princípio #1
O espaço onde vivemos influencia a forma como vivemos.
Não porque determine quem somos. Mas porque pode facilitar - ou dificultar - a forma como descansamos, pensamos, criamos e recuperamos.
Todos os dias me recorda que reconstruir uma vida começa, muitas vezes, por criar um lugar onde nos sentimos verdadeiramente em casa.
🌷 Método Almofada Voadora®
Princípio #1
O espaço onde vivemos influencia a forma como vivemos.
Não porque determine quem somos. Mas porque pode facilitar - ou dificultar - a forma como descansamos, pensamos, criamos e recuperamos.

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