Há casas que não são só paredes e telhado. São cheiros, ecos, risos antigos, janelas onde a alma reconhece o que é seu. E eu voltei à minha.
Foto da Autora
Durante muito tempo achei que precisava partir para crescer. Hoje percebo que há crescimentos que só acontecem quando regressamos. Voltar a casa foi como abraçar uma versão antiga de mim mesma e dizer-lhe: “Obrigada por esperares por mim.”
As paredes continuam as mesmas, mas o olhar mudou. Vejo beleza onde antes havia pressa. Sinto conforto onde antes sentia rotina. E essa é a prova de que o que muda não é o lugar — somos nós.
Voltar a casa é mais do que regressar a um endereço. É regressar ao coração, ao simples, ao essencial.
É aprender que o verdadeiro lar não é um espaço físico, mas um estado de alma.
Hoje, cada canto desta casa recorda-me que estive sempre no caminho certo — mesmo quando me afastei.
Porque tudo o que é nosso, um dia, encontra forma de nos chamar de volta. ❤
Com amor,
Ana

Sem comentários:
Enviar um comentário