Madrid - a prova

Uma viagem muito especial a Madrid

De prenda do dia do pai, ofereci-lhe uma viagem de pai e filha até Madrid. Tudo incluído (viagem, hotel e visitas a museus). 

Foi maravilhoso partilhar esta viagem com ele. Andamos imenso, comemos muito (tapas tapas e mais tapas) e andamos ainda mais. Não sei como foi possível engordar mesmo com tanto quilómetro em cima dos meus pés. Mas sim, engordei 😳

Fomos ao Estádio do Real Madrid, ao Museu do Prado e ao Reina Sofia. 

O Museu do Prado é gigante. E é só quadros e mais quadros de gente muito feia. 
Mas verdade seja dita, em vez das fotografias que hoje temos de forma quase instantânea, antigamente os retratos eram belíssimos. Enormes e detalhados. Coloridos e com uma perfeição tal, que se algo corresse mal, ia logo uma cabeça pelo ar. 

No Reina Sofia vi o meu amor de toda a vida. Salvador Dalí e a Menina à janela. O meu quadro favorito. O quadro que me inspira a escrever histórias de amores impossíveis com final feliz. E vi outros tantos dele que me encheram os olhos de lágrimas e o coração a transbordar de orgulho por estar ao lado do meu pai a viver isto tudo. 

No meio disto tudo... importa dizer que a mamã ficou em casa porque quis. Eu pensava que ela precisava de um tempo para ela. Sem responsabilidades e horas para fazer comer, arrumar e ter tudo como ela gosta. Afinal não gosta. 

Percebeu que o que a faz feliz é mesmo cuidar de nós e estar ocupada e stressada com tempos, horas e roupa para lavar. 

Tenho a melhor família do mundo. Perfeitamente imperfeita. E perfeitamente maravilhosa. 

Que orgulho! 
Quem não gosta, que ponha na beira do pratinho. 

Com amor,
Ana 

Estou numa fase estranha: nem perdida, nem completamente encontrada

Há fases da vida que não sabemos muito bem explicar.


Não estamos mal. Mas também não estamos exatamente bem.

Não estamos perdidas. Mas também não sentimos que já chegámos.

Estamos no meio. E o meio é estranho.



Porque não tem a intensidade do caos, mas também ainda não tem a paz da chegada.

É um espaço mais silencioso. Mais lento. Mais indefinido. E isso, às vezes, confunde. E enerva.

Queremos respostas. Queremos certezas. Queremos saber “o que vem a seguir”. Queremos tudo. Mas não há. Só há este momento. Esta versão. Ainda em construção. 


E, por muito tempo, sentir isso incomodava-me.

Sentia que devia já saber. Que devia já estar mais à frente. Mais resolvida. Mais “pronta”.
Mas a verdade é que não há um momento em que tudo fica pronto. Há fases. E esta é uma delas.

Uma fase em que já não sou quem fui, mas ainda estou a tornar-me quem vou ser.
E está tudo certo com isso.

Hoje começo a ver este caminho do “meio” de outra forma. Não como falta de direção. Mas como espaço para respirar.

Para ajustar. Para ouvir. Para crescer sem pressa. Sem ter de provar nada a ninguém.
Nem sequer a mim.

Porque talvez a vida não seja sobre chegar rapidamente a algum lado. Talvez seja sobre aprender a estar mesmo quando ainda não sabemos bem onde estamos.

E tu? Consegues aceitar as fases em que ainda não tens todas as respostas? 
🤍

Com amor, 
Ana

Ninguém fala disto: o desconforto de finalmente estar bem

Há uma coisa estranha que acontece quando a vida acalma. E ninguém nos prepara para isso.


Passamos tanto tempo a resolver problemas, a sobreviver, a aguentar… que quando, finalmente, tudo abranda… ficamos desconfortáveis.




Sem motivo aparente. Sem drama. Mas com uma inquietação difícil de explicar.
Como se algo estivesse errado. Mas não está. Está tudo bem. E, mesmo assim… o corpo não acredita.

A mente continua em alerta. À espera de um problema. À espera de uma queda. À espera de voltar ao que era antes.

Porque foi isso que aprendeu. Por demasiado tempo, viver em esforço foi o normal.


O caos era familiar. A ansiedade era constante. O cansaço fazia parte.
E, de repente… silêncio.

Espaço.

Tempo.

Calma.

E isso assusta tanto.

Assusta não ter nada urgente para resolver.


Assusta não estar em modo sobrevivência. Assusta sentir que, desta vez, pode mesmo estar tudo bem.

E é aqui que entra o verdadeiro trabalho. Não é chegar ao “bem”. É saber ficar nele.

Sem sabotar. Sem criar problemas onde não existem. Sem fugir.

Ficar.

Respirar.

Confiar.

Aprender que paz não é ausência de movimento… é ausência de guerra cá dentro.

E isso leva tempo. Mas aprende-se.

Hoje, quando sinto esse desconforto, já não entro em pânico. Reconheço. Acolho. E lembro-me: isto não é perigo. É só novidade.

E tu? Consegues estar bem sem sentir que algo vai correr mal? 
🤍 

Conta-me tudo! 
Com amor, 
Ana 

Há sonhos que só fazem sentido quando paramos de fugir

Sempre pensei que o meu caminho era ir. Só ir. 

Ir para longe.
Mais longe.
Ir mais rápido.
Ir para outro lugar.

Achava que crescer era isso: sair, mudar, procurar. Sempre mais.



E fui. A minha última maluquice levou-me para Cascais.

Fui atrás de uma versão de mim que acreditava que estava noutro sítio.


E não me arrependo.
Aprendi muito.
Cresci.
Transformei-me.

Agora estou de volta.

À minha cidade.
À minha casa.
A mim.

E, pela primeira vez, não senti que estava a voltar atrás.
Senti que estava a chegar.

 IRRECONHECIVEL


Percebi que nem todos os sonhos passam por ir embora.
Alguns passam por ficar.

Ficar onde faz sentido.
Ficar onde há paz.
Ficar onde conseguimos, finalmente… respirar.

Hoje olho para trás e vejo que precisei de ir para perceber que queria ficar.
E está tudo certo com isso.

Porque crescer não é só avançar. Às vezes, crescer é descobrir o nosso lugar. 🤍

E tu? Estás a ir porque queres, ou porque sentes que tens de ir? Comenta aqui o que pensas disso. 

Com amor, 
Ana 

Um exercício simples para quando a tua cabeça não desliga (e o dinheiro pesa)

Eu sei que há dias em que não é o dinheiro que pesa. É o pensamento constante sobre ele.

Vivemos uma fase bem complicada neste momento. Por culpa disso, pensamos sempre no que falta, no que pode acontecer, no “e se…”. E, de repente, já não estamos no presente.

Foi por isso que comecei a criar pequenos momentos de pausa, ou momentos de respirar, como chamo no meu método Almofada Voadora®.



Deixo-te aqui um exercício simples. Daqueles que ajudam mesmo:


🧘‍♀️ O exercício das 3 pausas

Para.

Fecha os olhos por um momento. Não resolvas nada agora.

Respira.

Inspira fundo. Expira devagar. Repete 3 vezes.

Volta.

Pergunta a ti mesma: “O que está realmente a acontecer neste momento?”

Nem sempre conseguimos controlar tudo. Mas conseguimos sempre voltar a nós.

Hoje, já paraste um bocadinho?

Com amor, 
Ana

Ter dinheiro não me trouxe paz. Mas ensinou-me isto

Por muito tempo, achei que o problema da minha vida era simples: falta de dinheiro.

Vivia com medo.
Medo de não conseguir pagar contas.
Medo de imprevistos.
Medo constante.

E dizia para mim mesma: “Quando tiver dinheiro vou finalmente ficar em paz.”

Pois bem. Tive. E não fiquei nada do que imaginava.

Ter dinheiro tirou-me um peso, sim. Mas não apagou o medo. 
Porque o medo não estava na conta bancária. Estava em mim.

Estive meses sem salário. 
E o mundo não acabou.

Mas sabes o que não desapareceu?


Aquela voz no fundo a dizer: “E se isto acaba?”

E é aqui que tudo muda.


Percebi que segurança não é ter dinheiro. É saber lidar com ele. E, mais importante ainda… saber lidar comigo mesma.

Atualmente estou a passar por uma fase completamente diferente do que estava habituada.

A conta já não está como estava. As obras vieram. A vida aconteceu.

E, curiosamente, sinto-me mais tranquila agora do que antes.

Não porque tenha mais dinheiro. Mas porque tenho mais consciência.


Já sei que consigo.

Já sei que, mesmo quando parece que estou a perder controlo. Não estou.

Estou só a viver. E a aprender.

Aprendi que dinheiro ajuda, claro que ajuda.
Mas não resolve tudo.

Não cura o medo.
Não traz paz sozinho.
Não constrói segurança emocional.

Tudo isso, na verdade, constrói-se cá dentro.

E demora. Mas chega.

Hoje continuo a querer estabilidade.
Continuo a querer crescer.
Continuo a querer mais.

Mas já não vivo em pânico. 
E isso, para mim, já é riqueza. 🤍

E tu? A tua relação com o dinheiro é de paz ou de medo? Conta-me! 

Com amor, 
Ana