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Mensagens

Vamos refletir sobre o assunto

Hoje quero fazer-te uma das perguntas que aparecem no Caderno da Reconstrução. Não precisas de responder publicamente. Mas responde a ti mesmo. Se nada mudasse na tua vida durante os próximos dois anos, estarias verdadeiramente satisfeita? Não penses apenas nas coisas grandes. Pensa no teu dia a dia. Na forma como acordas. No teu trabalho. Na forma como gastas o teu tempo. Nas pessoas que ocupam espaço na tua vida. No dinheiro. Nos projetos que continuas a adiar. Na maneira como falas contigo. Se a resposta for “sim”, maravilhoso. Mas se alguma parte de ti disser: “Não.” , então talvez exista alguma coisa que já esteja pronta para começar a mudar. Foi precisamente para encontrarmos essas pequenas respostas que criei o Caderno da Reconstrução. Pede o teu. ❤ Com amor,  Ana 

Quando nos pomos no lugar do outro vemos tudo de forma diferente

Eu amo escrever. E estou a descobrir que o marketing não é o meu forte... só que ele faz perguntas que eu fico dias à espera de saber a resposta. Hoje escrevo sobre isso...  Tenho pensado muito sobre a pergunta: para quem é este caderno? (pergunta o marketing das vidas) E acho que finalmente encontrei a resposta. Aliás, umas quantas... Então, para quem é este caderno afinal? É para quem está cansado de dizer:  “Tenho de pensar melhor na minha vida.” - como eu... É para quem sente que tem ideias, sonhos e vontades espalhados por todo o lado, mas não sabe muito bem por onde começar. - tipo eu... É para quem passou por uma mudança. - pois... aqui eu! igualzinha! Para quem está a tentar recuperar confiança. - cof cof...  Para quem sente que viveu demasiado tempo em piloto automático. - exato...eu mesma! Para quem está bem mas sabe que poderia estar mais alinhado consigo mesmo. - todos os dias... Para quem quer começar novamente sem sentir que precisa de destruir tudo primei...

Quando temos aquela sensação de que algo deve mudar mas não sabemos por onde começar

Há uma fase estranha da vida em que aparentemente está tudo a funcionar… mas nós sabemos que alguma coisa já não encaixa. Não aconteceu nenhuma grande catástrofe. Simplesmente começamos a sentir que estamos cansados de algumas coisas. De determinados hábitos. De algumas relações. De viver sempre em piloto automático. De adiar ideias. De prometer a nós próprios que “um dia” fazemos diferente. E depois surge a pergunta: mas diferente como? Foi precisamente a pensar nesses momentos que criei o Caderno de Reconstrução. Não para pessoas que querem deitar a vida inteira fora e começar outra amanhã. Mas para quem sente que precisa de parar durante algum tempo e perceber: O que quero manter? O que preciso de mudar? Por onde posso começar?  Porque às vezes não precisamos de uma revolução. Precisamos apenas de clareza. Descobre o Caderno da Reconstrução e agarra a tua vida de uma vez por todas.  Estou aqui. Sempre com amor,  Ana 

Escrita como terapia pessoal e autoconhecimento profundo

Sei que sempre escrevi para perceber o que sentia. Escrevi quando estava feliz. Escrevi quando estava perdida. Escrevi quando não sabia exatamente o que fazer a seguir. E foi precisamente numa dessas fases que comecei a perceber uma coisa: eu precisava de mais do que páginas em branco. Precisava de perguntas. De direção. De um lugar onde pudesse organizar aquilo que estava a acontecer dentro de mim. Cansada de cadernos em branco e agendas que ficavam a meio, criei inicialmente para mim o Caderno da Reconstrução. Este caderno não nasceu porque eu achei que tinha todas as respostas. Nasceu porque eu comecei a fazer melhor as perguntas. Perguntas sobre aquilo que já não queria carregar. Sobre aquilo que ainda queria construir. Sobre os sonhos que tinha deixado para depois. Sobre confiança. Sobre medo. Sobre dinheiro. Sobre descanso. Sobre quem eu era naquele momento. E, sem perceber, estava a criar uma espécie de mapa para regressar a mim.  Um sem fim de listas de perguntas e...

Há coisas que sabem melhor quando são escritas à mão

Tenho uma pequena novidade para quem olhou para o Caderno de Reconstrução e pensou: “Eu quero isto, mas quero escrever em papel.” Eu compreendo-vos. 😂 Há coisas que sabem melhor quando são escritas à mão. Por isso decidi fazer também uma edição física do Caderno de Reconstrução. Será impresso em formato A4 e encadernado com argolas, para ser confortável escrever, preencher os exercícios, voltar atrás, acrescentar notas e transformar aquelas 142 páginas num caderno verdadeiramente teu. Não vou produzir grandes quantidades nem ter stock. Os exemplares serão feitos exclusivamente por pré-encomenda. 🌿 Caderno físico A4 + versão digital — 35 € E há uma razão para incluir também a versão digital. Assim que fizeres a encomenda, podes começar o teu percurso sem teres de esperar que o exemplar físico seja produzido. Depois chega o papel. E aí começa aquela parte maravilhosa em que um caderno deixa de ser meu e começa a ficar cheio da tua história. Para quem prefere trabalhar apenas no computa...

Qual é o próximo pequeno passo que consigo realmente dar?

Talvez não precises de mudar de vida. Talvez precises apenas de conseguir ouvi-la. Foi uma das coisas que percebi enquanto criava o Caderno da Reconstrução. Quando estamos cansados, perdidos ou simplesmente numa fase de mudança, temos uma tendência maravilhosa para querer resolver tudo de uma vez. O trabalho. O dinheiro. A casa. As relações. O corpo. Os sonhos. A nossa cabeça. E, já agora, podíamos aproveitar e descobrir o propósito da nossa existência antes de sexta-feira. 😅  Só que uma vida não se reconstrói assim. Reconstrói-se quando conseguimos parar o barulho durante tempo suficiente para fazer algumas perguntas importantes. O que já não faz sentido para mim? O que estou a manter apenas por hábito ou medo? O que quero preservar? Do que preciso neste momento? Qual é o próximo pequeno passo que consigo realmente dar? Foi para criar esse espaço que fiz o Caderno da Reconstrução. Não vais encontrar nele ordens sobre como deves viver. Vais encontrar perguntas. Exercícios...

Hoje posso finalmente apresentar-vos: O Caderno da Reconstrução – Volume I

Há coisas que começamos sem saber exatamente até onde nos vão levar.  Quando voltei para Viana, depois de uma fase da minha vida em que deixei de me reconhecer, sabia apenas uma coisa: precisava de me reconstruir.  Mas não sabia como. Não tinha um plano perfeito. Não acordei um dia subitamente cheia de certezas. Não descobri uma fórmula mágica para pôr a vida no lugar. Fui fazendo aquilo que sempre fiz quando precisava de perceber o que se passava dentro de mim: escrevi. Escrevi sobre o que tinha acontecido. Sobre aquilo que já não queria. Sobre o que ainda doía. Sobre dinheiro. Sobre sonhos. Sobre medo. Sobre descanso. Sobre quem eu tinha sido. E, principalmente, sobre quem queria voltar a ser. Foi assim que nasceu este caderno. Hoje posso finalmente apresentar-vos:  O Caderno da Reconstrução – Volume I São 142 páginas que não foram criadas para vos ensinar a ter uma vida perfeita. Foram criadas para aqueles momentos em que olhamos para a nossa vida e pens...

O Primeiro Passo

Há mudanças que acontecem de repente.  E há outras que começam muito antes de conseguirmos dar-lhes um nome. A Almofada Voadora ®  está a entrar numa nova fase.  Não porque aquilo que existia antes tenha deixado de fazer sentido, mas porque cresceu.  Porque eu cresci.  Porque a forma como olho para a vida, para a escrita e para este espaço mudou. Durante muito tempo, este blog foi sobretudo um lugar onde eu escrevia o que sentia.  Onde guardava histórias, pensamentos, viagens, fases da vida e tudo aquilo que, de alguma forma, precisava de transformar em palavras. E continua a ser isso. Mas agora quero que seja também um lugar onde essas palavras possam servir para alguma coisa. Quero continuar a contar histórias, claro. As minhas. As loucas. As imperfeitas. As que correram bem e as que me obrigaram a começar uma e outra vez. Mas quero juntar-lhes ferramentas, perguntas, pequenos exercícios, ideias simples e coisas práticas que possam ajudar quem está desse ...

Em Reconstrução... | Reabre em Breve

 

Só conseguimos reconstruir aquilo que temos coragem de olhar de frente

A pergunta deixou de ser: "Porque é que isto me aconteceu?" E passou a ser: "O que posso fazer a partir daqui?" Foi essa mudança de pergunta que deu início a toda esta reconstrução. Hoje olho para trás e percebo que fiz exatamente a mesma coisa em muitas áreas da minha vida. Com o burnout. Com as contas. Com os medos. Com os planos que não correram como eu imaginava. Enquanto lutei contra a realidade, fiquei parada. Quando a aceitei, comecei finalmente a caminhar. Aceitar nunca foi desistir. Foi apenas o primeiro passo para reconstruir. 🌷 Método Almofada Voadora® Princípio #5 Não escolhemos tudo o que nos acontece. Mas escolhemos sempre o primeiro passo que damos a partir daí.

A vida que construí depois da reconstrução. Porque a paz também se organiza

Acreditei que a paz chegaria quando todos os meus problemas da obra desaparecessem. Só que os problemas da obra podem ter terminado, mas sempre surgem novos problemas, novas metas, novos objetivos.  A vida é um desafio. E a paz interior constrói-se. Todos os dias. Nos pequenos gestos. Nas pequenas escolhas. Na forma como organizamos o espaço onde vivemos. Na forma como começamos a manhã. Na forma como terminamos o dia. Depois de terminar a obra percebi que não queria apenas um quarto bonito. Queria uma vida bonita. E isso obrigou-me a criar hábitos diferentes. Hoje organizo o meu sótão porque gosto de entrar num espaço que me transmite calma. Não procuro a perfeição. Procuro sentir que tudo tem o seu lugar. Escrevo porque é a forma que encontrei de organizar os meus pensamentos. Muitas vezes começo um texto sem saber exatamente onde ele vai terminar. Talvez porque escrever seja também uma forma de me conhecer melhor. Continuo a estudar. Não apenas porque gosto de aprender. Mas porq...

Hábitos: Como criar uma vida diferente sem deixar de ser quem és

Achava que mudar de vida significava mudar de personalidade. Acreditava que, para ser mais organizada, teria de deixar de ser espontânea. Que, para poupar dinheiro, teria de deixar de gostar de coisas bonitas. Que, para descansar mais, teria de deixar de ser ambiciosa. Hoje sei que estava enganada. A mudança não aconteceu quando deixei de ser quem era.  Aconteceu quando comecei a fazer pequenas escolhas mais alinhadas com a pessoa que sempre quis ser. Continuo a gostar de trabalhar. Continuo a gostar de aprender. Continuo a cuidar da forma como me visto. Continuo a apreciar uma boa chávena de café e uma casa bonita. Nada disso mudou. O que mudou foi a intenção. Hoje compro menos. Mas compro melhor. Hoje descanso sem sentir culpa. Organizo o meu espaço porque ele cuida de mim tanto quanto eu cuido dele. Escrevo porque gosto. Não porque preciso de provar alguma coisa. Percebi que os hábitos não servem para nos transformar noutra pessoa. Servem para aproximar-nos daquilo que já somos....

Como percebi que sucesso sem paz deixa de ser sucesso

Durante demasiado tempo pensei que o significado do sucesso era chegar longe. Era ganhar mais. Trabalhar mais. Conquistar mais. Querer sempre mais. E foi precisamente por acreditar nisso que aceitei os dois empregos quando estava a viver em Cascais. Queria resolver as minhas finanças para ontem. Queria terminar a obra e ver tudo pronto rapidamente. Queria construir um futuro melhor. Queria tudo rápido. E, na verdade, consegui. Todos os objetivos foram cumpridos. Mas havia um problema. Quanto mais a minha vida parecia fazer sentido por fora, menos sentido fazia por dentro. Dormia pouco.  Comia à pressa.  Vivia constantemente cansada.  Não parava para pensar na minha saúde.  Queria tudo rápido e achava que só ia ser feliz se conseguisse isso tudo. Comecei a achar normal viver assim. Até ao dia em que o meu corpo decidiu parar por mim. Foi preciso um burnout para perceber uma coisa que hoje já me parece tão evidente: o sucesso não pode ser medido apenas pelos ...

Porque é que o espaço onde vivemos influencia tanto a nossa paz?

Acredito que a paz é um estado de espírito. Mas também acredito que os lugares onde vivemos têm uma influência muito maior do que imaginamos. Nos últimos meses vivi num quarto improvisado, na sala da nossa casa. Tinha uma cama. Uma cómoda. E tudo aquilo de que precisava para sobreviver. Mas nunca deixei de sentir que estava apenas de passagem.  Sabia que era uma vida provisória.   Curiosamente, não era a falta de espaço que mais me incomodava. Era a falta de pertença.  Não tinha um canto verdadeiramente meu. Não tinha um lugar onde pudesse fechar a porta, escrever, estudar ou simplesmente estar em silêncio. Foi apenas quando subi finalmente para o meu sótão que percebi que a paz não veio porque o quarto era bonito. Nem porque os móveis eram novos. Nem porque a decoração estava terminada. A paz apareceu porque, pela primeira vez em muito tempo, senti que tinha encontrado novamente o meu lugar. E isso fez-me pensar.  Quantas vezes tentamos mudar a nossa vida sem o...

Capítulos de Reconstrução - Está tudo resolvido. E agora?

Vivi os últimos meses com um objetivo muito claro: acabar a obra do meu cantinho. Durante estes dezoito meses, todas as decisões passaram por esse sonho. E, de repente... A obra terminou.  O espaço ficou pronto, os armários estão montados e está pronto a habitar.  Pela primeira vez em muito tempo, tive de me sentar e perguntar: E agora? O que faço? Descobri recentemente que grandes objetivos têm uma característica curiosa: quando acabam, deixam silêncio. E foi nesse silêncio que comecei a perceber que a reconstrução exterior tinha terminado. Mas havia uma reconstrução muito maior para continuar. Foi nesse dia que percebi que o Método Almofada Voad ora®  não era um destino. Era uma consequência. Sem ter consciência nisso, sem dar enfase ou até mesmo sem me aperceber, passei anos a aprender. Aprendi com o dinheiro. Aprendi com o burnout. Aprendi com a espera. Aprendi com o regresso. Aprendi que as grandes mudanças não acontecem de um dia para o outro. Acontecem qu...

Afinal... porque vos contei tudo isto?

Quando comecei esta série, pensei que estava apenas a contar a história da obra da minha casa. Fui criando conteúdo para lembrança futura, tal como fiz em 2020, com a obra grande. Nunca pensei que seria um passo enorme e uma transformação gigante na minha vida.  Hoje sei que nunca foi sobre uma obra. Foi sobre uma reconstrução total e pessoal. Ao longo destes capítulos, seguiste uma viagem que começou com um sótão cheio de humidade e terminou num quarto onde finalmente encontrei paz. Mas, pelo caminho, houve muito mais do que paredes, telhados e móveis. Houve ambição. Houve consumismo disfarçado de abundância. Houve dois empregos. Houve um burnout. Houve medo. Houve um regresso. Houve dezoito meses de espera. E houve uma pergunta que esteve sempre presente, mesmo quando eu ainda não a sabia bem formular: Como é que reconstruímos uma vida quando sentimos que nos perdemos pelo caminho? Foi essa pergunta que começou a mudar tudo. Fui dando conta que cada experiência difícil me de...

O dia que tudo acaba e tudo começa

Acabou a espera. Acabou o provisório. Acabou o sofá-cama. Acabou a humidade. Mas começou outra coisa. Há dias que mudam uma vida inteira. E depois há dias que apenas nos devolvem aquilo que andávamos à procura há muito tempo. O dia 20 de junho de 2026 foi um desses dias. Não houve fogo de artifício. Não houve música. Não houve uma grande celebração. Houve silêncio. E, curiosamente, era exatamente disso que eu precisava. Abrir a porta. O cheiro da tinta ainda fresca. A luz da janela. A cama com lençóis novos. A secretária com o computador ainda desligado. O primeiro livro na estante. A primeira noite na cama nova. As primeiras lágrimas. Os meus pais. O Marley. Quando finalmente me deitei naquela cama, não senti euforia.  Senti paz. Isto começa agora ❤

Toda a vida em modo provisório

Voltei a Viana na altura do meu aniversário, em dezembro de 2024. Tudo estava em modo natalício e eu em modo sem-abrigo, a viver na sala. É curioso como a vida consegue juntar duas realidades tão diferentes na mesma casa. Lá fora preparava-se o Natal.  Cá dentro, eu preparava-me para recomeçar. A árvore de Natal foi substituída por um sofá-cama e uma cómoda para eu viver provisoriamente. Montámos um pequeno quarto na sala de estar para eu poder ficar – supostamente – uns (poucos) meses até se resolver a obra. Era inverno, ainda ia demorar. Eu tinha noção disso.  Permiti-me aceitar a minha condição e finalmente pude descansar. Mas sobre esse assunto já falei aqui, por isso não me vou repetir. Abreviando os artigos já publicados anteriormente, arranjei emprego e a saga das obras dá início. E aqui segue toda a verdade, incluindo a transcrição de alguns diálogos destes 18 meses: Pergunta: Tem interesse em fazer esta obra? Resposta: Claro que tenho, mas estou sem tempo. Ou Pe...

O meu regresso não cabia dentro de casa

Trouxe tudo o que tinha de Cascais para Viana. Desta vez, com uma carrinha enorme, trouxe tudo! Cama, secretária, cadeiras, sofá-cama, roupas, sapatos, artigos de decoração e todas as merdices que tinha comprado lá, e não deitei nada fora nem doei nada. Tudo o que tinha já era investimento. Durante muito tempo gastei dinheiro sem pensar verdadeiramente no futuro. Comprava coisas porque gostava delas, porque estavam na moda ou porque me faziam sentir bem naquele momento. Desta vez era diferente. Cada compra tinha um propósito. A cama era para descansar. A secretária era para escrever. A máquina de café era para os pequenos rituais das manhãs que imaginava viver quando regressasse a casa. Pela primeira vez, não estava a comprar coisas para impressionar ninguém. Estava a construir uma vida. Comecei a fazer um enxoval aos 37 anos. Não um enxoval para casar. Um enxoval para regressar a mim. Mas quando volto para casa, percebo uma coisa. Eu estava pronta para regressar. A casa não. Durante m...

Quando deixei de me reconhecer

Estou com burnout. E agora? Aceitei que não estava bem quando comecei a ver mal, a ter sensações de desmaio e tive um colapso no trabalho que me levou diretamente para o hospital. Lá, foram muito claros comigo e disseram-me que não podia seguir com o ritmo de vida que tinha, que deveria escolher apenas um emprego e fazer as horas de um trabalhador considerado “normal”. (Eu trabalhava 14 horas por dia e folgava meios-dias e nunca dias inteiros) Estive umas semanas em Viana, de baixa, a ser seguida pelos médicos tanto de Viana como de Cascais. Mas eu ainda queria continuar.  O meu objetivo era fazer a obra estando ainda em Cascais e voltar quando estivesse tudo pronto. O problema é que nenhuma empresa me queria mandar embora ou chegar a acordo. As propostas eram ainda melhores só para eu ficar, mas não podia ser. Eu via-me ao espelho e já não me reconhecia. E essa foi a sensação mais estranha que tive. Olhar para mim e sentir-me completamente perdida. Não sabia o que queria ao certo....