A vida não parou. E eu também não. Durante muito tempo, ignorei os sinais. Trabalhei 14 horas por dia, todos os dias, com um único objetivo: juntar dinheiro para o meu projeto pessoal. Até que o meu corpo falou mais alto. O burnout não apareceu de repente. Deu sinais. Avisou. Eu é que não quis ouvir. Parei. E, pela primeira vez em muito tempo, permiti-me fazer algo que não sabia fazer: descansar. Sem culpa. Sem vergonha. Sem medo. Quando voltei, estive 4 meses sem salário. E, surpreendentemente… isso não abalou as minhas finanças. Foi aí que percebi: a liberdade não está em ganhar mais. Está em não viver em pânico constante. Iniciei medicação para o stress e ansiedade. E, pela primeira vez, não escondi isso de mim mesma. Nem de ninguém. Aceitei. Curei. Voltei. Hoje vivo em Viana. Voltei à minha cidade. A mesma cidade de sempre. Aquela de que reclamo, como uma velha rabugenta, porque nunca há nada… e quando há, é só barulho e confusã...
Escrevo sobre recomeços, hábitos e a arte de reconstruir uma vida, um pequeno passo de cada vez.