A ansiedade chega sem pedir licença. Entra no peito, acelera o coração, encurta a respiração e, do nada, parece que o mundo está a acontecer depressa demais. Mas a verdade é que a ansiedade não vem para nos castigar. Vem para nos avisar que já passámos dos limites há demasiado tempo.
Tentamos controlá-la como se fosse uma inimiga, quando na verdade é apenas uma mensageira. Ela grita o que o corpo sussurra há semanas: “preciso que abrandes”. E nós insistimos em correr, resolver, fingir que está tudo bem.
A ansiedade é o alarme da alma.
Controlar a ansiedade não é empurrá-la para debaixo do tapete.
É ouvi-la com respeito. É sentar-te contigo, fechar os olhos e perguntar: “O que é que eu estou a evitar sentir?”
Talvez seja cansaço. Talvez seja medo.
Talvez seja cansaço. Talvez seja medo.
Talvez seja só falta de ar; de respirar como deve ser.
Há pequenas coisas que ajudam, mas o segredo é a presença.
Respira fundo.
Lava o rosto com água fria e sente o corpo.
Escreve o que sentes, sem censura.
Sai à rua, caminha devagar.
Come qualquer coisa leve e quente.
O corpo e a mente falam a mesma língua.
E lembra-te: a ansiedade não te define. Ela só te visita para lembrar que tens alma e que estás viva. Quando a escutas, ela vai-se embora. Quando a reprimes, ela grita.
Respira.
A vida não está a fugir. A ansiedade não é um monstro.
É só um pedido de pausa, o corpo a lembrar-te que já foste forte demais durante tempo demais.
Respira.
Respira.
Não precisas de resolver tudo agora. Só de voltar ao presente, onde nada te persegue.
Não estamos sozinhas. Nunca. ❤
Com amor,
Ana
Método Almofada Voadora®

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