Mexer o corpo é libertar emoções. Há algo de sagrado no simples ato de mover o corpo. Não porque o movimento tenha de ser perfeito, disciplinado ou atlético, mas porque, quando o corpo se move, a vida volta a circular. É como se cada músculo fosse uma prece silenciosa, e cada respiração, uma forma de dizer “ainda estou aqui”.
Durante muito tempo aprendemos a pensar no corpo como algo a corrigir, a modelar, a controlar. Mas o corpo não é um projeto, é uma casa viva. O nosso corpo guarda memórias, emoções, medos, alegrias. E o movimento é a linguagem que o corpo usa para libertar o que a mente não consegue dizer.
Foto Pixabay
Não é preciso chamar-lhe exercício.
Podes chamar-lhe presença.Podes chamar-lhe liberdade.
Podes chamar-lhe oração em ação.
Caminhar só a ouvir o som dos próprios passos.
Alongar devagar, sentindo o corpo acordar.
Dançar na sala, sem ritmo certo, só porque a música te toca.
Esses são atos simples e, ao mesmo tempo, sagrados.
Porque cada vez que te moves com consciência, estás a dizer à vida: “eu participo”.
O corpo foi feito para se mover, não para se castigar.E quando o movimento nasce de dentro, não há esforço. Há fluidez.
O corpo não se torna um inimigo, mas um instrumento de presença.
Há algo profundamente espiritual em sentir o próprio corpo: o peso dos pés no chão, o ritmo da respiração, o coração a bater.
É uma lembrança silenciosa de que estamos vivos. E estar vivo, por si só, já é uma forma de oração. ❤
O que pensas disto? Conta-me!
Com amor,
Ana
Método Almofada Voadora®

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